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sábado, 8 de janeiro de 2011

Lobos...
Sam, Jacob e Seth haviam saído dos arbustos, todos estavam rosnando inclusive Jacob, eles começaram e se aproximar com as presas a mostra.
―Gente calma! Por favor! ― Supliquei, mas ninguém me deu ouvidos. Jacob começou a rodear Alec, os dois se entreolhavam com fúria, depois que Jacob só estava a alguns centímetros de mim, ele me empurrou para longe e Alec deu um soco na cara dele, só deu para escutar um estalo e o choro do Jacob, minha boca estava escancarada. Corri até Jacob, ele estava com o nariz sangrando muito, ai meu deus!
Depois disso os dois lobos atacaram Alec, Sam pulou por cima, mas foi arremessado longe. Seth tentou morder Alec, mas não conseguiu, Alec travou os braços no pescoço dele e o desespero se abateu em mim.
―Alec, por favor, não machuca ele! ― Gritei, ele parou na hora e soltou o lobo que também parou, ele me ajudou a levar os lobos para meu avô Carlisle, quando chegamos lá minha família inteira entrou em posição de ataque, mas pararam assim que viram que Alec não tinha a intenção de machucar ninguém.
Carlisle ajudou os lobos, Jacob estava com o nariz todo quebrado e Sam com duas costelas e uma perna quebrada, Alec pediu desculpa e disse que só queria me proteger, ele não sabia, não foi culpa dele.
―Por que não fica essa noite Alec? ― Minha avó Esme, sempre gentil e boazinha com as visitas.
―Claro! Muito obrigado Sra. Cullen.
Fiquei feliz, Alec e minha família finalmente estavam se entendendo, jogamos um pouco de beisebol á tarde e quando anoiteceu voltamos para casa, enquanto eles conversavam subi para o meu quarto e tomei um banho, um longo banho e coloquei o meu pijama, deitei na cama. Logo escutei os passos dele subindo, meu Alec, tão lindo!
Ele abriu a porta do meu quarto e deu aquele sorriso maroto lindo.
―Boa noite! ― Exclamou ele se aproximando.
―Boa noite! ― ele sentou em minha cama, eu levantei e sentei ao seu lado.
―Eu estava pensando, eu gostei muito de você e vou ficar mais alguns dias em Forks, então... ― Ele parou e olhou para mim. ― Você quer ser minha?
A felicidade me tomou por completo, com certeza aceitaria.
―Claro! Sim... Sim! ― Falei meio enrolado e ele riu. Nós nos beijamos, foi um beijo maravilhoso e apaixonado, ele me abraçou e beijou meu pescoço. Depois se separou de mim.
―o que foi?
―Só sede, mas é melhor de prevenir. ― Ele me deu mais um beijo e me deitou me cobrindo. ― boa noite minha Renesmee, amanhã vou fazer melhor! ― Ele piscou para mim e eu corei, depois ele pulou a janela e sumiu. Eu dormi muito bem aquela noite, eu pertencia a ele e ele a mim, ninguém no mundo poderia estar mais feliz do que eu!
Tão Lindo!
Meu coração estava a mil, mas quando Alec apareceu no meu quarto meu coração se acalmou e se acelerou com sua beleza angelical. Ele olhou para mim e deu um lindo sorriso maroto.
―Não era para eu te encontrar na floresta? ― Perguntei olhando ele de cima a baixo varias vezes, ele era tão lindo!
―Era, mas sua família estava lá e não seria um lugar apropriado. ― Ele se aproximou de mim com um sorriso malicioso lindo.
―Apropriado para que? ― Antes que ele pudesse responder seus lábios estavam colados nos meus, ele me puxou minha cintura e a abraçou enquanto eu afagava seus cabelos. Parecia que éramos feitos um para o outro, porque nossos lábios e nossos corpos se encaixavam perfeitamente como peças de um jogo de quebra-cabeça. Depois de quase 20 minutos eu não conseguia mais respirar e ele se separou de mim e continuou me olhando, meu rosto corou.
Nossos lábios se encontraram novamente, mas antes que eu pedisse para respirar novamente ele parou e olhou fixo a porta do meu quarto.
―O que foi?
―Sua família esta chegando, tenho que ir. ― Ele me deu mais um beijo rápido e estava prestes a pular.
―Quando te vejo novamente? ― Perguntei com o meu coração na mão, não queria que ele fosse embora.
―Logo! Eu prometo. ― Depois dessa resposta ele se foi.
Depois que ele se foi escutei um barulho lá embaixo e depois passos subindo a escada rapidamente, minha porta abriu com tudo e meu pai logo estava cara a cara comigo.
― Renesmee você está bem? ― Logo toda a minha família estava no meu quarto!
―Querida você esta bem? Ele te machucou? ― Eu simplesmente fiquei travada, o que ia responder, ele não me machucou muito pelo contrário, ele me... Beijou. Depois desse pensamento o rosto de preocupação do meu pai se quebrou e deu lugar ao de raiva.
― Você beijou o nojento do Volturi! ― Logo ele explodiu e toda a minha família ficou pasma.
―Não! Quer dizer sim, qual é o problema?
―E melhor sairmos daqui, as coisas vão ficar feias! ― Exclamou meu tio Emmet e logo toda a minha família sumiu, droga, não teria testemunhas vivas caso ele me matasse.
―Qual é o problema? Você sabe muito bem que os...
―Edward! Não vamos exagerar, se ela gosta dele o que podemos fazer? ― Minha mãe tentou aliviar! Os dois começaram a discutir sobre eu e o Alec Volturi, aquele lindo anjo. Meu pai olhou para mim com uma expressão sanguinária, me encolhi. A discussão começou a ficar feia.
―Já chega! Não agüento mais! ― Explodi e saltei a janela e corri em direção a floresta, não agüentava mais eles dois brigando por uma coisa tão boba! Corri em disparada, queria ir o mais longe possível, longe o suficiente para pensar sozinha. O cheiro na floresta começou a mudar, para um cheiro bom e irresistível, meu coração disparou e logo senti suas mãos frias em minha cintura. Me virei, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa nossos lábios se encontraram, eles se moviam em uma sincronia perfeita e lenta.
Ficamos novamente um bom tempo nos beijando, algumas vezes eu parava para respirar e ás vezes para admirar o seu lindo rosto, o céu já havia escurecido á um tempo e eu bocejei, estava exausta, mas não queria voltar para casa.
―Cansada? ― Ele perguntou com aquela voz maravilhosa.
―Muito! ― Eu disse, ele tirou sua capa e a colocou em mim, ela estava fria, mas depois começou a se esquentar com minha pele, ele me deitou em seu peito e logo eu adormeci.
Abri meus olhos e vi que estava encima dele, estávamos deitados no chão da floresta, levantei meu rosto tentando encontrar o seu e logo achei, ele sorriu para mim e disparou meu coração, mas seu sorriso não durou muito tempo. Ele me tirou de cima dele, se colocou em posição defensiva e fez uma cara de nojo e logo entendi o porquê. Virei-me para o canto escuro da floresta e os vi, meu dia não podia piorar!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

1. A Viagem Sem Volta
Trabalho.
Uma viagem de trabalho, mas não deixava de ser uma viagem.
Muito perigosa, talvez. Mas, minha melhor amiga e eu adoramos aventuras.
Estávamos ansiosas para irmos. Provavelmente não voltaríamos, mas não tínhamos medo da morte.  Desde pequenas convivíamos com essa amiga da vida. Era impossível fugir dela.
A proposta da viagem estava em cima de minha mesa. Outra cópia estava em cima da mesa dela.
Ambas assinadas com nossa caligrafia elegante. As entregaríamos quando nosso chefe chegasse.
Nós não iríamos sozinhas, outras pessoas – malucas talvez, ou só loucas por aventuras como nós duas éramos – iriam também. No total: 80 pessoas.
Claro que o dinheiro também contava.
E este era farto.
Farto para quem voltasse.
Não tínhamos uma probabilidade boa de voltarmos, mas quem ia não tinha família e não deixaria ninguém.
Eu estava especialmente querendo ver os animais que lá se encontravam os animais que, talvez, nos matassem.
Katrina?
Que susto. Era Brianna, minha melhor amiga desde meus nove anos.
Oi. – respondi.
Feliz Aniversário... – cantarolou ela.
 Droga. Até eu havia me esquecido que hoje era meu aniversário de vinte e dois anos!
Brigada. – fiz uma pausa – Logo, logo é o seu!
Ela estremeceu.
Nem me diga. – depois ela deu um grande sorriso – Mas, quando for o meu aniversário comemoraremos no navio.
Eu ri e concordei.
Pode ser o último aniversário que teremos.
Ela riu e deu um sorriso.
Quem sabe...
Bom dia, garotas.
Viramos para a maravilhosa face de meu chefe e, meu namorado, noivo, na verdade. Ele não era muito mais velho do que eu. Tinha apenas vinte cinco anos. Somente três anos a mais do que eu.
Bom dia Felipe. – eu dei um sorriso e Brianna revirou os olhos.
Aqui está o formulário da viagem totalmente preenchido. – Brianna o entregou e se despediu.
Aqui está o meu.
Ele sorriu e me deu um beijo.
Muito bem... Tem certeza que quer arriscar sua vida?
Revirei os olhos.
Absoluta. E você tem certeza?
Felipe também iria conosco na viagem.
Lógico. – ele deu outro de seus sorrisos e foi para sua sala.
Suspirei e olhei no relógio. Hora de nadar com os golfinhos.
Eu trabalhava como bióloga marinha. Tinha acabado de me formar junto com Brianna. Ela era veterinária.
Levantei-me de minha mesa e fui para o vestuário me trocar.
Pus a minha roupa especial de mergulho e sai.
Assim que cheguei ao local onde os golfinhos ficavam, mergulhei.
A água gelada me atingiu e me fez tremer. Mas, logo estava aquecida.
Tinha uma estranha conexão com a água.
Um golfinho veio por trás de mim e me espirrou mais água.
Sorri para ele e comecei meu trabalho.
***
No final do dia, não estava nem um pouco cansada. Eu não era o tipo de pessoa que se cansa rápido, podia ficar trabalhando o resto do dia e ainda assim estaria em perfeita forma.
Vamos? – perguntou Brianna.
Assenti e fui dar um rápido beijo em Felipe.
Te vejo em casa. – sussurrei em sua orelha e lhe passei a chave de minha casa.
Ele sorriu e me disse um “tchau” animado.
Sai de sua sala e segui para o estacionamento junto com Bri.
Fomos no meu conversível prata conversando sobre aquela maravilhosa viagem que, pode se tornar uma viagem sem volta.
***
Acordei abruptamente nua nos braços de Felipe, estava arfando.
Que pesadelo!
Respirei fundo e me controlei.
Devia ser por causa da viagem que o tivera.
Pelo que me lembrava do sonho, eu estava no triângulo das bermudas – onde seria a viagem – e Felipe se encontrava morto e ensanguentado em meus braços.
Virei-me para ver seu rosto com medo de que o pesadelo fosse real de alguma forma, mas não era. Seu rosto estava perfeito e belo, como sempre fora. Não tinha nem uma gota de sangue em parte alguma de seu corpo.
“Não foi nada” disse a mim mesma.
Eu devia estar somente impressionada por causa do lugar para onde nós iríamos viajar: O Triângulo das Bermudas, ou, o Triângulo do Diabo. Onde vários barcos afundaram, aviões caíram e onde vários desaparecimentos ocorreram.
Foi somente um sonho, repeti para mim e depois afundei nos braços nus de um Felipe totalmente adormecido.
Triângulo do Diabo... Estou indo pra ai.
Adormeci e novamente sonhei com pessoas mortas e ensanguentadas ao meu redor.
Mesmo dormindo eu sentia que essa seria uma viagem sem volta... Sem volta para pelo menos alguns de nós.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

7. Uma Conversinha Com Satanás
O que aquele diabo queria comigo?
Inferno.
Aterrissei vigorosamente entre as chamas e encontrei um vulto vermelho vivo me esperando.
— Senhor, queria falar comigo?
O vulto assentiu.
Seus longos chifres pontudos eram a única coisa não destorcida dele.
Nunca, ninguém, jamais o viu como ele era. Que o via, morria. Era simples.
— Como você já sabe minha odiosa Lilith, nós estamos 24hrs00min em guerra com os anjos, aqueles seres detestáveis. – ele fez uma pausa e em seguida continuou – E eles estão ganhando! A cada pessoa que matamos e passamos para o lado do mal, aqueles anjos salvam o triplo. Não podemos permitir.
Sim, eu já sabia de tudo isso há muito tempo.
— E, como você também já sabe, foi escolhida dentre os demais humanos imprestáveis, para me servir.
Sim, eu também já sabia disso.
— Você foi uma peste em vida. Adorava o mal. O idolatrava.
Ele deu uma risada maléfica.
— Por isso você fora escolhida. Você é uma predestinada, minha cara.
Fiquei calada.
— É você quem vai estrepar o reino dos Céus. Você nasceu para isso.
Eu já sabia de minha história.
— Está na hora de começar.
Assenti rigorosamente.
— A batalha entre o Céu e o Inferno começa agora!
Com mais uma risada que me fez estremecer, ele me mandou de volta para o meu alojamento.
Ora, que droga!
Logo agora eu tinha lutar contra o Céu.
Oh, maldita hora que aquele anjo fora aparecer.
Eu tinha que destruí-lo.
Péssima hora para uma batalha, péssima.
***
Comecei a andar em linha reta pelo alojamento, indo e vindo.
Não teria jeito de convencer o Satanás a mudar de ideia.
Eu tinha que vencer essa guerra. Sem dúvida nenhuma.
Bem, eu podia aproveitar.
Podia me contentar em ver sofrimento e dor em vários anjos e quem sabe no ser superior.

Enquanto eu andava de um lado para o outro no dormitório – que não era usado, demônios não dormem – lembrava de toda a minha história.
Desde minha vida humana a minha vida de demônia.  
Minha história não era nem um pouco agradável e não tinha um final feliz.
10. Notícia
No recreio uma grande surpresa!
Céus... Isso não estava acontecendo!
Como de costume, Duda, Manu, Gi e eu fomos lanchar juntas.
Mas, a caminho do nosso local costumeiro para lanchar, a voz da diretora nos chamou.
Quer dizer, não ela chamou só nós quatro e sim nossa sala inteira.
Obedientes e certos que tomaríamos um belo sermão por não se sabe lá o que, seguimos a monitora para sua sala.
Como havia dito anteriormente, não era bronca, mas sim uma grande surpresa... Uma surpresa completamente inacreditável.
Não sei como, mas nós íamos para a Itália...
Caramba, eu quase desmaiei quando ouvi a maravilhosa notícia!
Lógico que eu ia... Não importava como.
Ninguém ia me impedir!              
***
 Ficamos conversando animadamente o resto do recreio e, eu queria chegar logo em casa para que minha avó ou minha mãe, ou até meu avô, assinasse a autorização.
Seria o primeiro passeio que não pagaríamos nada! Ia chover canivete, ou melhor, nevar!
Parece que a escola tinha ganhado algum sorteio. Qualquer que tenha sido, eu agradecia por ele.
 Itália... Meu sonho!
Bem, eu já havia ido lá, mas era pequena, tinha seis anos e não sabia aproveitar bem o passeio.
E, principalmente, não havia procurado nenhum vampiro por lá. Antes eu não gostava, mas hoje em dia eu simplesmente amo e idolatro. Tudo por causa do romance Crepúsculo.
Eu amava os vampiros, era essa a palavra certa: amor.
Principalmente o vampiro mais lindo, maravilhoso e tudo de bom que se chamava Alec Volturi!
Eu passei a gostar dele depois de ler algumas fics na internet e também passei a escrever uma, com ele, com certeza.
Se existisse vampiros eu iria achar um e me transformar!
Revirei os olhos de meu pensamento.
Era quase impossível que houvesse vampiros, mas eu mantinha as esperanças. Afinal a esperança é a última que morre.
O sinal da última aula tocou despertando-me de meus pensamentos.
Perfeito!
Arrumei meu material sem demora e corri porta a fora.
No quadro de avisos a folha já da viagem já estava posta, avisando para a escola inteira que o 8º ano A ganhara de graça a viagem em um sorteio e, embaixo, estava a lista de outras duas escolas que também haviam ganhado.
Meus olhos quase saltaram da cara quando vi o nome de uma das escolas.
Era a escola de Coraline!
Agora estava tudo maravilhoso!
Minha “gêmea” ia comigo para a Itália!
Oba!!!!
Comecei a saltitar e Manu veio me perguntar o motivo de tanta felicidade.
— Alô-o... Vamos para a Itália! E, você já viu uma das outras escolas que vai também? – lhe perguntei.
Ela deu uma olhada na lista e virou-se para mim sem emoção.
— Que que tem?
— É a escola da Coraline!
— Sério?
Ela começou a saltitar de empolgação também.
Vi uma cabeça conhecida me esperando na porta da escola e apressei-me em me despedir.
— Manuella... Te vejo amanhã, mana.
Ela assentiu com a cabeça.
— Diz tchau para as outras manas por mim, certo? – novamente ela assentiu e eu corri para o portão.
***
Tudo aprovado.
Claro que todos da minha família não gostaram da ideia de me ter longe por três meses, mas eu convenci a todos.
Era a viagem do século e eu não ia perder.
— Vamos comprar as suas roupas no sábado.
Eu assenti e dei um beijo em minha mãe, minha vó e meu vô.
Estava ansiosa para falar com minha gêmea, então eu fui até a casa dela que era quase do lado da minha.
Line rapidamente abriu o portão e juntas gritamos:
— Gêmea, eu vou pra Itália!
Ficamos rindo e pulando no meio da rua.
Assim que perdemos o fôlego entramos em sua casa e nos sentamos.
Maísa, a irmã de Coraline, veio até mim e me deu um beijo.
Ela tinha apenas cinco anos.
— Ai, eu não acredito! – murmuramos em uníssono.
— O nosso Alec... – eu disse e dei um suspiro apaixonado.
— É... Só nosso!
Rimos e passamos a tarde inteira fazendo planos.
Aquela havia sido uma notícia espetacular.
***
Sai da casa dela as sete e quando cheguei à minha tomei um banho rápido e fui fazer a lição de casa.
Minha mente não deixou a viagem nem por um segundo, ficou difícil me concentrar nos problemas matemáticos.
Que inferno... Eu estava tão animada que devia estar comemorando a noite inteira, mas não... Tinha que fazer minha lição.
Falta pouco – disse a mim mesma.
Voltei a fazer minha lição, pensando que na semana que vem eu já ia estar na Itália com as minhas amigas e com os meus amigos.
Sim, eu sentiria muita falta de casa, ou melhor, de minha mãe, de vovó e de vovô, pois eu não sentiria a menor falta do país em que me encontrava.
Após toda a minha lição estar feita, fui mexer no computador.  Assim que estava conectado entrei no MSN e fiquei falando com a família Shoyu, que era a minha querida família da escola.
Todos estavam animados com relação à viagem e, óbvio, todos iriam.
— Desliga o computador e vai dormir! – ralhou minha vó.
— Tá, já to desligando.
Inferno!
Dei tchau a todos rapidamente e desliguei o note.
Fui dormir muito feliz.
A notícia do dia foi espetacular.
Naquela noite eu sonhei com a Itália e com o Alec. Eu realmente esperava encontrá-lo lá.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

30. Casamento

 A luz me acordou... Eu não havia dormido nada naquela noite.
Meu sonho me assustara.
O dono dos olhos vermelhos estava correndo atrás de mim, ele me queria... Seus olhos tinham um brilho perverso e possesso. Não eram como os olhos de Alec, que – pelo menos quando estava comigo – demonstravam o amor e a proteção.
Estremeci e me descobri.
Fiquei mais alguns minutos em minha cama e depois me levantei.
Hoje era o dia... O dia de me casar.
Meu estômago estava embrulhado com a ansiedade e o nervosismo.
Fui até o banheiro e tomei um banho.
Assim que o acabei e escovei meus dentes e meu cabelo, desci.
A casa estava vazia. Todos deveriam estar cuidando do meu casamento. Que seria na casa principal, como o de mamãe.
E, como o de mamãe eu não poderia ver a decoração!
Sinceramente não entendia minha tia.
Outro assunto era minha noite de núpcias.
Eu tentava não pensar muito na noite que teria noite de hoje.
Pelo menos sabia onde seria minha... Hã... Lua-de-mel...
Ela seria em...
— Nessie! Ainda de pijama! – minha tia Alice me assustou.
Fiquei em silêncio enquanto ela me rebocava para fora de casa de pijama mesmo.
Entramos pela garagem da casa principal e subimos para seu quarto (quando passamos pela sala ela cobriu meus olhos com as mãos, embora pudesse sentir muitos aromas florais fundidos em um delicioso perfume).
O banheiro estava cheio de produtos e maquiagens, tudo para polir cada centímetro do meu rosto.
Sentei em uma cadeira rosa e me recostei.
Eu tinha que me acalmar e tentar esquecer o horrível sonho que tivera e que eu iria me casar daqui a poucas horas.
Eu casada... Com Jacob... Constituindo uma família... Tendo filhos...
Eu queria filhos, sempre quisera, mas não podia me imaginar criando um.
Concentrei-me em cada toque de Alice em minha face para tentar dispersar tudo de minha mente... Suas mãos eram rápidas e eficientes.
Ela passou horas polindo meu rosto, depois passou para o cabelo.
Alice o prendeu em um coque alto e pôs as duas travessas pesadas de prata com safiras que fora de mamãe no dia de seu casamento.
Isso era uma coisa que eu não podia imaginar muito bem: mamãe com seu vestido de noiva, o rosto super corado e super nervosa, deixando-a ainda mais desastrada.
Para mim Bella Cullen era super arrumada e graciosa.
— Vou buscar seu vestido. – falou Alice, me distraindo de meus devaneios, e saiu porta a fora.
Respirei lentamente até que ouvi passos na escada.
Era mamãe... Podia saber pelo cheiro docemente floral.
— Oi mãe. – falei a meia voz.
— Oi docinho. – ela sorriu.
Ela veio até mim deu um abraço rápido e gelado.
— Ah... Minha filhinha cresceu tão depressa! Já vai se casar! – ela continuava sorrindo.
Nessa hora entra Alice com meu vestido. Rose estava atrás dela com o rosto emocionado.
Minha tia abriu o saco em que o vestido estava guardado e o retirou.
O cetim perolado brilhou contra a luz da lâmpada e depois estava deslizando pelo meu corpo.
Minhas tias e minha mãe sorriram.
Tia Rose foi pegar um espelho de corpo inteiro para me ver com o vestido, com o cabelo e com a maquiagem.
Esperei ansiosamente.
Ela entrou com um espelho bem maior que ela e com um sorriso radiante no rosto.
Rosalie o virou para mim e eu vi o reflexo.
Não podia acreditar que aquela era eu... Não... Com certeza não era.
Eu estava totalmente perfeita.
Minha pele tinha um tom marfim e os lábios e as bochechas eram coradas.
Meu cabelo estava sem um fio fora do lugar e dava um contraste com o vestido.
Só faltava mais uma coisa...
— Os saltos. – Alice passou um par de sandálias pratas com strass lindíssima. – E a liga...
Meu rosto ficou mais corado ainda.
Alice colocou a delicada liga de renda no lugar e sorriu.
Ela, Rosalie e mamãe eram as damas de honra.
Estavam todas vestidas com lindos vestidos azuis safiras.
Sorri e ouvi novos passos na escada.
Papai.
— Olá... – ele deu um pigarro – Está linda querida!
Eu sorri para ele e o abracei.
Minha mãe se juntou a nós.
Ficamos os três abraçados até que tia Alice resmungou.
— Muito bem... Muito bem... Hora de a Nessie ir para o altar.
Meus pais me soltaram.
Minhas tias saíram pela porta e, depois mamãe, papai e eu as seguimos.   
Minha mãe me deu mais um beijo e depois começou a descer a escada assim que a música começou.
Logo depois desceu tia Rose e em seguida tia Alice.
Contei alguns segundos e segui com papai segurando meu braço.
Descemos as escadas lentamente, a cada passo eu podia ver a decoração magnífica de Alice.
Cada canto da casa estava meticulosamente decorado.
Havia tantas flores! Tulipas vermelhas, rosas vermelhas...
Mas, tudo isso podia esperar.
Tirei meus olhos da casa decorada e os levei para o altar.
Lá estava ele.
Meu Jacob!
Ele sorria radiante enquanto eu me aproximava.
Queria soltar o braço de papai do meu e correr para os braços de meu noivo.
Só faltava mais um passo...
Suspirei quando meu pai se desvencilhou de mim e apertou a mão de Jake.
— É melhor cuidar bem dela, cachorro pulguento... Ou eu arranco sua cabeça fora! – disse meu pai.
Jacob embora fosse uma cabeça maior que papai se encolheu.
Edward sorriu e se afastou de nós.
Jake pegou minha mão e a beijou.
Sorri enquanto o pastor começava a cerimônia.
— Primeiramente eu gostaria de agradecer a presença de todos os convidados. – ele fez uma pequena pausa e sorriu. - Estamos hoje aqui para celebrar o casamento de Renesmee Carlie Cullen Swan e Jacob Black. – o pastor Weber começou.
Em seguida ele citou os salmos que nós escolhemos e explicou a leitura e a importância do sacramento matrimônio.
— Renesmee Carlie Cullen Swan aceita Jacob Black como seu legítimo esposo para amar-te e respeitar-te?
—Aceito. – lágrimas escorriam por meu rosto.
— Jacob Black aceita Renesmee Carlie Cullen Swan como sua legítima esposa para amar-te e respeitar-te?
— Aceito. – Jake sorriu radiante.
— Uma vez que é vosso propósito contrair o santo matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.
Unimos as nossas mãos como o pastor Weber pediu e começamos:
— Eu Jacob, recebo-te por minha mulher a ti Renesmee, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
— Eu Renesmee, recebo-te por meu marido a ti Jacob, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Outra música começou a tocar e nos viramos para a escada.
A noivinha descia com o boque de flores onde estavam as alianças.
Ela se chamava Aline, era filha de Angela Weber e Ben Cheney.
Os dois amigos de minha mãe se casaram e formaram uma família. Esperava que fosse assim com Jacob e comigo também. Eu não queria uma relação como a de Mike e Jessica, que tinha altos e baixos – terminavam e reatavam.
Aline era uma fofura de menina, carismática, educada e comportada.
Ela sorriu e nos entregou as alianças.
Jacob pegou minha mão e pôs a aliança.
— Renesmee receba esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. – a cada palavra mais lágrimas escorriam.
— Jacob receba esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. – falei com a voz embarcada de emoção.
O pastor sorriu e deu sua bênção.
Estávamos casados.
— Pode beijar a noiva.
Jacob sorriu e me puxou para seus braços.
Ficaríamos juntos para sempre.
***
Depois da cerimônia todos vieram nos cumprimentar.
Alguns dos abraços eram gélidos, outros quentes...
— Parabéns querida! – falou minha avó materna.
— Obrigada!
Logo em seguida os braços frios de papai e mamãe me abraçaram.
Todos estavam tão emocionados!
Assim que todos nos cumprimentaram fomos para fora, onde seria a festa.
Meu casamento havia sido perfeito. Perfeito.