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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

7. Uma Conversinha Com Satanás
O que aquele diabo queria comigo?
Inferno.
Aterrissei vigorosamente entre as chamas e encontrei um vulto vermelho vivo me esperando.
— Senhor, queria falar comigo?
O vulto assentiu.
Seus longos chifres pontudos eram a única coisa não destorcida dele.
Nunca, ninguém, jamais o viu como ele era. Que o via, morria. Era simples.
— Como você já sabe minha odiosa Lilith, nós estamos 24hrs00min em guerra com os anjos, aqueles seres detestáveis. – ele fez uma pausa e em seguida continuou – E eles estão ganhando! A cada pessoa que matamos e passamos para o lado do mal, aqueles anjos salvam o triplo. Não podemos permitir.
Sim, eu já sabia de tudo isso há muito tempo.
— E, como você também já sabe, foi escolhida dentre os demais humanos imprestáveis, para me servir.
Sim, eu também já sabia disso.
— Você foi uma peste em vida. Adorava o mal. O idolatrava.
Ele deu uma risada maléfica.
— Por isso você fora escolhida. Você é uma predestinada, minha cara.
Fiquei calada.
— É você quem vai estrepar o reino dos Céus. Você nasceu para isso.
Eu já sabia de minha história.
— Está na hora de começar.
Assenti rigorosamente.
— A batalha entre o Céu e o Inferno começa agora!
Com mais uma risada que me fez estremecer, ele me mandou de volta para o meu alojamento.
Ora, que droga!
Logo agora eu tinha lutar contra o Céu.
Oh, maldita hora que aquele anjo fora aparecer.
Eu tinha que destruí-lo.
Péssima hora para uma batalha, péssima.
***
Comecei a andar em linha reta pelo alojamento, indo e vindo.
Não teria jeito de convencer o Satanás a mudar de ideia.
Eu tinha que vencer essa guerra. Sem dúvida nenhuma.
Bem, eu podia aproveitar.
Podia me contentar em ver sofrimento e dor em vários anjos e quem sabe no ser superior.

Enquanto eu andava de um lado para o outro no dormitório – que não era usado, demônios não dormem – lembrava de toda a minha história.
Desde minha vida humana a minha vida de demônia.  
Minha história não era nem um pouco agradável e não tinha um final feliz.