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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

6. Visão Espantosa

Sai daquele lugar após Guilherme ter sido levado.
A visão ainda me dava calafrios, talvez porque agora eu soubesse o que ela revelava.
 Eu havia visto que Guilherme estava desmaiado.
Mesmo assim, ele flutuava, com uma luz intensa sobre ele.
Tentei ver alguma asa nele, mas ele realmente parecia um humano.
Então um anjo, alto e forte, saiu detrás dele e me fuzilou com os olhos.
Murmurou algumas palavras que não pude entender, mas eu comecei a ir para trás, sem saber onde pisava.
Ele formara um círculo de luz em volta dele e de Guilherme.
A luz queimou meus olhos.
Depois eles foram subindo em direção ao céu.
Até desaparecerem.
A visão só me revelou que aquele anjo maldito que tanto odiava era um humano agora.
Mas, não um humano qualquer.
Ele era protegido por outro anjo e, este não ia me deixar chegar perto dele.
O anjo desconhecido sabia quem eu era e que eu queria destruir Guilherme.
Droga... Logo quando consigo reencontrá-lo?
Agora andando, eu pensava no que fazer.
Não havia muita coisa, tudo que eu podia fazer era esperar.
Esperar que o anjo protetor se descuidasse e deixasse seu pupilo.
Não tinha mais missões para hoje e, aquela que fora me dada, eu não cumprira. Então eu não voltaria tão rápido para o Inferno. Ficaria no plano terreno mais algumas horas.
Um grupo de meninas passou por mim, todas muito felizes e bêbadas.
Qual era o problemas desses humanos?
Continuei andando sem rumo. Ia para onde meus pés me levavam.
Eles me levaram para uma rua totalmente vazia, a não ser por um garoto que passava.
Assim que ele me viu, deu um sorrisinho e me chamou.
— Oi... – antes que ele pudesse continuar, eu fiz com que ele sentisse uma ardência e caísse.
Continuei andando, agora os gritos do garoto eram a música de fundo.
Como qualquer demônio, eu gostava de ver as pessoas sentindo dor. Era extremamente agradável.
Não tinha muita coisa para se fazer no plano terreno. Então, mesmo que eu levasse uma reprimenda, fui para o Inferno.
Chamas lamberam meu corpo e me levaram para meu quarto.
Também não havia nada para se fazer lá.
Com um suspiro me joguei na cama – que não era usada, pois nós nunca dormíamos – e pus uma música.
Escutei todos os CDS que tinha de rock pesado, até que acabaram todos.
Agora eu ficaria bem entediada.
Sem nada para fazer, aquela visão espantosa voltava a minha mente.
Não podia permitir.
Eu tinha que me manter distraída.
Saí do meu quarto e fui passear nos abismos do Inferno, vendo vários corpos – que em suas vidas terrenas não prestaram – queimarem, até só restar cinzas.
Sorri.
Meu sorriso logo se esvaiu, pois ouvi um grito chamando por mim.
Era meu “chefe”.
Ele quer falar com você. – ele disse e sua cara estava espantada.
— Eu não fiz nada... – comecei, mas ele me interrompeu.
— Não quero saber... Vá falar com Satanás. – ele me deu as costas e depois eu comecei a ser transportada para o quinto dos infernos, um lugar que eu nunca mais queria ver em minha vida demoníaca.

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